Hoje, partimos cedo em busca da rota de Che. Nos despedimos do casal de velhinhos que nos acolheu no hostel e tiramos fotos com eles. Depois, fomos esperar passar o onibus na estrada. Toda hora algum taxista tentava nos levar por 200bs e nos, obviamente, negavamos. Porem, chegaram dois estrangeiros e nos chamaram para dividir um carro, o que sairia 50bs para cada, o mesmo que o onibus. Topamos.
O mais interessante da viagem foram as diferencas existentes entre todos que estavam dentro daquele carro: havia um boliviano, um japones, um australiano e nos dois brasileiros. Todos muito diferentes fisicamente, mas compartilhavamos de um momento muito bacana, quando riamos e ouviamos atentamente o que o outro, com dominio da lingua ou nao, falava.
Assim que chegamos fomos a um hostel baratinho e ja comecamos a seguir os caminhos do guerrilheiro. Primeiro fomos ao museo e depois a lavanderia onde deixaram seu corpo depois de assassinado.
Comemos no mercado e aqui estamos.
O dia foi curto. =)
Naiara
quarta-feira, 21 de julho de 2010
terça-feira, 20 de julho de 2010
Achado na Bolivia
No hostel em Santa Cruz encontramos alguns anuncios sobre passeios e nos interessamos em fazer um que ia até uma cidade chamada Samaipata (conhecer algumas ruinas pre-colombianas) e e a rota de Che (ele passou grande parte de seu percurso aqui e foi morto em uma emboscada na cidade de Vallegrande). Como Santa Cruz nao tem nada para vermos, seguimos às 12h de ontem para Samaipata.
A viagem é terrivelmente cansativa porque temos que subir montanhas até 2.000 metros ao nivel do mar (enjoamos loucamente com as constantes curvas e mudanças de pressao, alem de uma snehora muito escrota que estava no banco da frente do taxi. Por outro lado, conhecemos um cara que trabalha na construçao civil que nos deu altas dicas e fez a viagem ficar menos chata).
Porem, quando chegamos vimos que valeu a pena. A cidade era simplesmente perfeita, conseguindo juntar tudo que buscamos nessa viagem: cultura, história, tradiçao, cores...
Ficamos em um albergue chamado Alojamento Vargas. Os donos sao dois velhinhos super bacanas, bem com cara de avós.
No mesmo dia ficamos passeando pela cidade e nos apaixonando cada vez mais por tudo aquilo. Uma cidade quase no topo de uma montanha com uma vista maravilhosa, temperatura super agradável (usei regata e ainda peguei uma cor!!) e gente acolhedora. Nao é por menos que ela é formada por muitos estrangeiros, que vem passar as ferias e acabam ficando. (agora na lan somos 6 estrangeiros e apenas 2 nativos).
Hoje, acordamos cedo e fomos atras de tours para alguma das atraçoes que existem aqui. Porém, como estamos em uma cidade de gringos, tudo é muito caro. Os dois maos de vaca que aqui estao acharam que poderiam fazer um dos percursos sem guia e economizar alguns bolivianos.
CI-LA-DA. Andamos 9km até chegarmos ao topo de uma montanha (sim, topo de uma montanha de 2.000 m de altura) para vermos as ruinas da civilizaçao pre-colombiana. Bem, a vista era perfeita, havia um rio que tivemos que cruzar que era magnifico e o que encontramos no cume foi fantástico, mas foram horas de completo cansaço. Terrivel. Mas valeu a pena =)
Depois postamos as fotos, a camera esta no albergue carregando a bateria.
Provavelmente faremos o caminho de Che amanha e depois partiremos para Sucre. Bem, teremos que nos despedir dessa cidade fantástica que é Samaipata, mas com certeza encontraremos lugares tao maravilhosos quanto.
Ah, uma coisa engraçada que aconteceu aqui foi quando Caju foi tirar uma foto de uma nativa e um peruano mandou ele parar. O cara nos explicou que aqui existem cidades que a galera te bate se voce tirar fotos. Ele era o maior riponga (#D) e conhece muitos paises (tem um filho baiano,por sinal) e nos disse que na Guatemala, por exemplo, existem lugares que te matam se voce tirar fotos ou tocar nas crianças. Para eles, estaria tirando-lhes o espirito. Tenso.
Acho que isso é tudp, pessoalmente contamos tudo detalhadamente.
Beijos em todos e até a proxima postagem.
ps. Desculpa a demora para postar! É caro pra caramba e nem smepre temos uma lan por perto.
A viagem é terrivelmente cansativa porque temos que subir montanhas até 2.000 metros ao nivel do mar (enjoamos loucamente com as constantes curvas e mudanças de pressao, alem de uma snehora muito escrota que estava no banco da frente do taxi. Por outro lado, conhecemos um cara que trabalha na construçao civil que nos deu altas dicas e fez a viagem ficar menos chata).
Porem, quando chegamos vimos que valeu a pena. A cidade era simplesmente perfeita, conseguindo juntar tudo que buscamos nessa viagem: cultura, história, tradiçao, cores...
Ficamos em um albergue chamado Alojamento Vargas. Os donos sao dois velhinhos super bacanas, bem com cara de avós.
No mesmo dia ficamos passeando pela cidade e nos apaixonando cada vez mais por tudo aquilo. Uma cidade quase no topo de uma montanha com uma vista maravilhosa, temperatura super agradável (usei regata e ainda peguei uma cor!!) e gente acolhedora. Nao é por menos que ela é formada por muitos estrangeiros, que vem passar as ferias e acabam ficando. (agora na lan somos 6 estrangeiros e apenas 2 nativos).
Hoje, acordamos cedo e fomos atras de tours para alguma das atraçoes que existem aqui. Porém, como estamos em uma cidade de gringos, tudo é muito caro. Os dois maos de vaca que aqui estao acharam que poderiam fazer um dos percursos sem guia e economizar alguns bolivianos.
CI-LA-DA. Andamos 9km até chegarmos ao topo de uma montanha (sim, topo de uma montanha de 2.000 m de altura) para vermos as ruinas da civilizaçao pre-colombiana. Bem, a vista era perfeita, havia um rio que tivemos que cruzar que era magnifico e o que encontramos no cume foi fantástico, mas foram horas de completo cansaço. Terrivel. Mas valeu a pena =)
Depois postamos as fotos, a camera esta no albergue carregando a bateria.
Provavelmente faremos o caminho de Che amanha e depois partiremos para Sucre. Bem, teremos que nos despedir dessa cidade fantástica que é Samaipata, mas com certeza encontraremos lugares tao maravilhosos quanto.
Ah, uma coisa engraçada que aconteceu aqui foi quando Caju foi tirar uma foto de uma nativa e um peruano mandou ele parar. O cara nos explicou que aqui existem cidades que a galera te bate se voce tirar fotos. Ele era o maior riponga (#D) e conhece muitos paises (tem um filho baiano,por sinal) e nos disse que na Guatemala, por exemplo, existem lugares que te matam se voce tirar fotos ou tocar nas crianças. Para eles, estaria tirando-lhes o espirito. Tenso.
Acho que isso é tudp, pessoalmente contamos tudo detalhadamente.
Beijos em todos e até a proxima postagem.
ps. Desculpa a demora para postar! É caro pra caramba e nem smepre temos uma lan por perto.
domingo, 18 de julho de 2010
Primeiro Post do Caju
Oi, eu sou o Caju e este é meu primeiro post.
De antemao, gostaria de mandar um grande abraço aos amigos Santistas, fregueses palestrinos de coraçao. Voltem sempre! Queria mandar outro aos fabricantes de teclados bolivianos, estes hirros de uma grande pátria sem til no a. Aos primeiros, outra singela homenagem:

Agora falando de Brasil, Bolívia e de outras coisas, ainda nao consegui trocar três frases que prestem com um boliviano: "Holla, buenos dias, gracias e quanto cuesta" sao tiro e queda pra qualquer hora. Passou disso, fudeu. Mas também é de lascar, eta galera que gosta de falar rápido. =P
Deixemos de mimimi e vamos ao que interessa: algumas fotos da viagem.
Em Salvador (Rodoviária):


Em Campo Grande (Aeoroporto e Rua 13 de maio):

OBS: Sim, há tucanos, jacarés, cobras e garças no meio da rua. Mentira, só tucanos. =D
Puerto Quijarro:
Puerto Quijarro situa-se na fronteira com o Brasil. É um local pouquíssimo visitado por pessoas de fora, servindo apenas como ponto de apoio para aqueles que desejam pegar o famoso "trem da morte" que de morte mesmo só tem o tempo de viagem: quase dois dias.
Por sorte ou por azar, nao conseguimos pegar o dito trem, mas fomos aconselhados por um taxista muy broder a pegar um buzao diretamente a Santa Cruz. Segundo ele, o tempo de viagem era consideravelmente menor, algo em torno de 13 horas. (Olha a cilada, Bino...)
Acreditamos no cabra e fomos dar um rolé na cidade. Como Nai já comentou em outro post, almoçamos no mercado e depois de caminhar um pouco, escutamos o som de um pancadao ao horizonte. Fomos seguindo a batida da cumbia e nos achegamos em uma festa da comunidade em homenagem a Santa Carmem. A galera ofereceu comida e bebida na faixa. Mermao, bati foi um rango maluco.
A receptividade dos moradores era algo impressionante. Nao imaginava que em poucos instantes já estariam nos convidando para sentar ao abrigo do frio e para tomar aquelas bebidas com toques de canela, leite, álcool e amendoim.
Chegada a hora, nos mandamos para Santa Cruz. Como tinha dito, por sorte encontramos um meio alternativo barato e rápido de viagem à Santa Cruz: o buzu. Porém, por muito, por muito azar, a estrada estava destruída. Na verdade, acho que ali nunca houve estrada, mas apenas uma pegadinha do malandro do taxista. Filas e filas de caminhoes e onibus atolados na lama num frio de -5 graus. Uma coisa impressionante. Depois de horas esperando e de me sentir tucano em meio às câmeras gringas que rezavam por manobras do tipo "woooow, that was fuckin dangerous man", seguimos rumo à Santa Cruz, chegando aqui no fim da tarde, 22 horas depois...










Ah, para quem como eu acreditava que frio era algo psicológico, eis a mensagem deixada por este pequeno, sábio e posudo cachorro:

Ah, gostaria de esclarecer que estas fotos foram, em sua maioria, tiradas da câmera de Nai, motivo pelo qual ela raramente aparece nas imagens. Aliás, é bom registrar, para que sua famìlia e todos saibam, que a Senhora Preguiça neste momento, às 16 hrs, está dormindo. =P
Para finalizar, lá vao algumas fotos do buzu-lamaçal para Santa Cruz, e, claro, uma minha pagando de gatao no frio:




Besos.
De antemao, gostaria de mandar um grande abraço aos amigos Santistas, fregueses palestrinos de coraçao. Voltem sempre! Queria mandar outro aos fabricantes de teclados bolivianos, estes hirros de uma grande pátria sem til no a. Aos primeiros, outra singela homenagem:
Agora falando de Brasil, Bolívia e de outras coisas, ainda nao consegui trocar três frases que prestem com um boliviano: "Holla, buenos dias, gracias e quanto cuesta" sao tiro e queda pra qualquer hora. Passou disso, fudeu. Mas também é de lascar, eta galera que gosta de falar rápido. =P
Deixemos de mimimi e vamos ao que interessa: algumas fotos da viagem.
Em Salvador (Rodoviária):
Em Campo Grande (Aeoroporto e Rua 13 de maio):
Puerto Quijarro:
Puerto Quijarro situa-se na fronteira com o Brasil. É um local pouquíssimo visitado por pessoas de fora, servindo apenas como ponto de apoio para aqueles que desejam pegar o famoso "trem da morte" que de morte mesmo só tem o tempo de viagem: quase dois dias.
Por sorte ou por azar, nao conseguimos pegar o dito trem, mas fomos aconselhados por um taxista muy broder a pegar um buzao diretamente a Santa Cruz. Segundo ele, o tempo de viagem era consideravelmente menor, algo em torno de 13 horas. (Olha a cilada, Bino...)
Acreditamos no cabra e fomos dar um rolé na cidade. Como Nai já comentou em outro post, almoçamos no mercado e depois de caminhar um pouco, escutamos o som de um pancadao ao horizonte. Fomos seguindo a batida da cumbia e nos achegamos em uma festa da comunidade em homenagem a Santa Carmem. A galera ofereceu comida e bebida na faixa. Mermao, bati foi um rango maluco.
A receptividade dos moradores era algo impressionante. Nao imaginava que em poucos instantes já estariam nos convidando para sentar ao abrigo do frio e para tomar aquelas bebidas com toques de canela, leite, álcool e amendoim.
Chegada a hora, nos mandamos para Santa Cruz. Como tinha dito, por sorte encontramos um meio alternativo barato e rápido de viagem à Santa Cruz: o buzu. Porém, por muito, por muito azar, a estrada estava destruída. Na verdade, acho que ali nunca houve estrada, mas apenas uma pegadinha do malandro do taxista. Filas e filas de caminhoes e onibus atolados na lama num frio de -5 graus. Uma coisa impressionante. Depois de horas esperando e de me sentir tucano em meio às câmeras gringas que rezavam por manobras do tipo "woooow, that was fuckin dangerous man", seguimos rumo à Santa Cruz, chegando aqui no fim da tarde, 22 horas depois...
Ah, para quem como eu acreditava que frio era algo psicológico, eis a mensagem deixada por este pequeno, sábio e posudo cachorro:
Ah, gostaria de esclarecer que estas fotos foram, em sua maioria, tiradas da câmera de Nai, motivo pelo qual ela raramente aparece nas imagens. Aliás, é bom registrar, para que sua famìlia e todos saibam, que a Senhora Preguiça neste momento, às 16 hrs, está dormindo. =P
Para finalizar, lá vao algumas fotos do buzu-lamaçal para Santa Cruz, e, claro, uma minha pagando de gatao no frio:
18 de julio
Estamos em Santa Cruz, finalmente.
Da última postagem até aqui aconteceram muitas coisas. Atravessamos a fronteira de ônibus e pegamos um taxi até a estaçao de trem. porém, nao havia mais nenhum para santa cruz. Ficamos trsite, porque gostariamos de pegar o famoso trem da morte, mas o taxista nos deu outra alternativa: tomarmos um ônibus. muito mais rápido, barato e confortável.
como só viajariamos às 16h e eram 11h, aproveitamos para conhecer a cidade que estávamos, Puerto Quijarro.
É impressionante como a cidade mais próxima ao Brasil apresenta tantas diferenças. O povo é muito característico e a cultura já se mostra bem distinta da nossa. Almoçamos no mercado e tiramos muitas fotos (até Caju queimar o filme da máquina tentando trocá-lo)
Depois d eum tempo, fomos conhecer o pueblo, porque só havíamos conhecido a parte comercial da cidade. ficava um pouco distante e estava deserta, ouvíamos apenas uma música. Seguimos o som e vimos que aquele era o dia da padroeira da cidadezinha, Santa Carmen. Chegamos tímidos e nos recepcionaram muito bem, com bebidas quentes (pareciam a gororoba do meu pai) e churrasco (que comemos com as maos). O povo nos recebeu de forma muito bacana, com abraços e apertos de mao. Tiramos algumas fotos e voltamos para a estaçao de trem.
A previsao para chegarmos em Santa Cruz era de 7h, mas sò pisamos em solo às 14:30h. Isso porque a estrada estava pura lama e o motorista foi obrigado a parar de dirigir de madrugada. O grande problema (alèm do frio de temperatura negativa, da goteira sobre nós e o desconforto natural da viagem) era que o ônibus nao tinha banheiro. Exatamente, uma viagem de horas sem banheiro. FUUUUUUUUUUUUUU
Depois de segurar por mais de 5h aquele xixi, resolvi criar coragem e fazer na estrada mesmo. Caju, meu fiel companheiro, foi comigo. E aì vimos a desgraça! Era lama por todos os lados, da mais melecada possível. Meu xixi quase congelou ao sair e voltamos para as poltronas. O desconforto era grande, imaginei que fosse de tanto prender a urina... Depois percebi que era cólica, para piorar tudo.
Quando amanheceu percebemos que a lama segurando nosso ônibus nao era nada, a merda era que a estrada ficava alta e as "margens" ficavam bem mais baixas. Pensávamos que havia um rio do lado da estrada. Na verdade, era água de chuva acumulada ... Nosso ônibus nao podia se mexer porque podia escorregar facilmente. Só tivemos noçao da nossa situaçao quando vimos as pessoas dos outros ônibus tirando foto do nosso... Tinha gente que já filmava para vender para a tv o acidente na íntegra. Medo.
Um trator atravessou toda a estrada arrumando e conseguimos sair de lá, com algumas horas de atraso apenas.
Quando chegamos em Santa Cruz, comemos (melhor, Caju comeu dois PFs e eu bebi um copo de leite quente. Até agora tenho medo de saber de que bicho era aquele leite, só sei que nao era de vaca.) e fomos a um hostal. Muito bacana, quentinho e barato para caramba. Nada de demais aconteceu de lá para cá. Vamos ver se conseguimos faezr uns passeios pela rota de Che e uma cidade pré colombiana.
Besos en todos
Ah, o frio está cada vez mais forte! Isso nunca aconteceu nessas cidades... Maldita mudança climática.
obs: mals os erros. o teclado é super diferente, nao tem til e meus dedos estao congelando fora das luvas.
Da última postagem até aqui aconteceram muitas coisas. Atravessamos a fronteira de ônibus e pegamos um taxi até a estaçao de trem. porém, nao havia mais nenhum para santa cruz. Ficamos trsite, porque gostariamos de pegar o famoso trem da morte, mas o taxista nos deu outra alternativa: tomarmos um ônibus. muito mais rápido, barato e confortável.
como só viajariamos às 16h e eram 11h, aproveitamos para conhecer a cidade que estávamos, Puerto Quijarro.
É impressionante como a cidade mais próxima ao Brasil apresenta tantas diferenças. O povo é muito característico e a cultura já se mostra bem distinta da nossa. Almoçamos no mercado e tiramos muitas fotos (até Caju queimar o filme da máquina tentando trocá-lo)
Depois d eum tempo, fomos conhecer o pueblo, porque só havíamos conhecido a parte comercial da cidade. ficava um pouco distante e estava deserta, ouvíamos apenas uma música. Seguimos o som e vimos que aquele era o dia da padroeira da cidadezinha, Santa Carmen. Chegamos tímidos e nos recepcionaram muito bem, com bebidas quentes (pareciam a gororoba do meu pai) e churrasco (que comemos com as maos). O povo nos recebeu de forma muito bacana, com abraços e apertos de mao. Tiramos algumas fotos e voltamos para a estaçao de trem.
A previsao para chegarmos em Santa Cruz era de 7h, mas sò pisamos em solo às 14:30h. Isso porque a estrada estava pura lama e o motorista foi obrigado a parar de dirigir de madrugada. O grande problema (alèm do frio de temperatura negativa, da goteira sobre nós e o desconforto natural da viagem) era que o ônibus nao tinha banheiro. Exatamente, uma viagem de horas sem banheiro. FUUUUUUUUUUUUUU
Depois de segurar por mais de 5h aquele xixi, resolvi criar coragem e fazer na estrada mesmo. Caju, meu fiel companheiro, foi comigo. E aì vimos a desgraça! Era lama por todos os lados, da mais melecada possível. Meu xixi quase congelou ao sair e voltamos para as poltronas. O desconforto era grande, imaginei que fosse de tanto prender a urina... Depois percebi que era cólica, para piorar tudo.
Quando amanheceu percebemos que a lama segurando nosso ônibus nao era nada, a merda era que a estrada ficava alta e as "margens" ficavam bem mais baixas. Pensávamos que havia um rio do lado da estrada. Na verdade, era água de chuva acumulada ... Nosso ônibus nao podia se mexer porque podia escorregar facilmente. Só tivemos noçao da nossa situaçao quando vimos as pessoas dos outros ônibus tirando foto do nosso... Tinha gente que já filmava para vender para a tv o acidente na íntegra. Medo.
Um trator atravessou toda a estrada arrumando e conseguimos sair de lá, com algumas horas de atraso apenas.
Quando chegamos em Santa Cruz, comemos (melhor, Caju comeu dois PFs e eu bebi um copo de leite quente. Até agora tenho medo de saber de que bicho era aquele leite, só sei que nao era de vaca.) e fomos a um hostal. Muito bacana, quentinho e barato para caramba. Nada de demais aconteceu de lá para cá. Vamos ver se conseguimos faezr uns passeios pela rota de Che e uma cidade pré colombiana.
Besos en todos
Ah, o frio está cada vez mais forte! Isso nunca aconteceu nessas cidades... Maldita mudança climática.
obs: mals os erros. o teclado é super diferente, nao tem til e meus dedos estao congelando fora das luvas.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Pessoal - De Naiara para Familia
Bem, faço este post para me desculpar com minha família por esses últimos dias.
Eu sei que não sou a mais gentil das criaturas, mas esses últimos dias eu fiquei ainda pior com as pessoas que estavam mais próximas de mim e me deram mais apoio: Minha Família.
Desculpa Pai, Véa, Ingrid e Breno. E ao mesmo tempo eu agradeço por vocês estarem comigo sempre.
Um beijo congelado em cada um;
Espero vocês na volta com milhões de histórias.
Novidades em terras brasileiras
Essa é a terceira noite que dormimos fora de Aracaju (uma no ônibus a caminho de Salvador e outra no aeroporto de Campo Grande). Finalmente teremos uma cama e lençóis.
Em Salvador fomos muito bem recepcionados por Renato e minha madrinha. Fizemos um rápido passeio pela cidade e fomos logo cedo para o aeroporto.
Chegamos em Campo Grande depois de uma escala em Brasilia. Como já era tarde da noite e nenhum ônibus passava por lá, dormimos na área de embarque . =) Nos revezávamos para cochilarmos em segurança. Primeiro Caju ficava de vigília e eu dormia um pouco, depois ele dormia e cochilava.
Rumamos para o centro 6h e pegamos o ônibus para Corumbá às 9:30h. Uma rápida observação: Campo Grande é uma cidade muito bacana e tem um sistema de transporte público excelente.
Bom, chegamos em Corumbá e partiremos amanhã pela manhã para Santa Cruz, de trem.
O frio tá forte e mal chegamos no meio do caminho. Não sei quando escreverei novamente, teremos que gastar alguns dias no trem da morte.
Mas chegaremos vivos!
Bem, por hoje é só.
Naiara
quarta-feira, 14 de julho de 2010
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